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Residencial de idosos. Quando é a hora de ir?



O envelhecimento traz limitações que geralmente iniciam com comprometimentos físicos que impactam diretamente na autonomia do idoso. A decisão de investir em um residencial de idosos para os familiares nem sempre é uma tarefa fácil. Para alguns, o sentimento é de culpa, para outros, alívio por saber que seu ente querido encontra-se em um local especializado no cuidado da terceira idade. A equipe de comunicação do Sinfonia Vale do Sinos conversou com o Geriatra Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia/Secção RS, João Senger, sobre o tema.  

Quais são os sinais importantes que o idoso dá, de que não pode mais ficar sozinho em casa?
Dr. João:
- Acidentes ou problemas recentes, como quedas, emergências de saúde e pequenos acidentes de carro;
- Dificuldades de gestão de atividades do dia a dia, como vestir-se, tomar banho e cozinhar;
-  Mudanças físicas, como perda ou ganho de peso, aumento na fragilidade ou dificuldades com a higiene pessoal
-  Diminuição nas atividades sociais, incluindo passeios com amigos, visitas a vizinhos ou participação em eventos religiosos e outras atividades de grupo.
-  Muitos dias sem sair de casa, talvez por consequência da dificuldade de dirigir ou do medo de utilizar o transporte público.                   
- Correspondência desorganizada, espalhada ou fechada. O idoso possui contas atrasadas, bilhetes de agradecimento de instituições de caridade com as quais não contribui e pilhas de revistas fechadas?
- Procurar sinais de dificuldades com o cotidiano da cozinha, tais como a presença de produtos perecíveis que já venceram há bastante tempo.
- Eletrodomésticos de uso constante quebrados e sem conserto agendado.
- Sinais de incêndios. Procure marcas de chamuscado nos botões do forno ou em cabos de panela, além de pegadores queimados e extintores de incêndio descarregados. As baterias de detectores de fumaça e monóxido de carbono estão carregadas?
- Uma casa que já foi bem cuidada apresenta sinais de desorganização, sujeira, limo no banheiro e na cozinha e cestos repletos de roupa suja;
-  Plantas e animais de estimação abandonados.
-  Sinais de negligência no exterior da casa, como janelas quebradas, calhas e ralos cheios de sujeira, lixo espalhado e caixas de correio cheias de cartas.


Quais são os principais riscos de ter um idoso em uma residência que já não comporta as suas limitações?
Dr. João:
 O envelhecer traz limitações, geralmente iniciam as de ordem física, após iniciam as que envolvem a autonomia. As físicas favorecem a quedas, dificultam determinadas tarefas e até higiene adequada, principalmente quando a residência não foi adaptada para estas limitações de seu morador. Quanto iniciam as limitações de autonomia, necessita de cuidados de terceiros, que no caso da residência envolve muitas pessoas e problemas.

Embora a característica dos residenciais tenha mudado muito, ainda existe um pré-conceito em relação ao tema. O senhor acredita que isso se deva a quais fatores?

Dr. João
Principalmente por termos tido um passado onde as Instituições de Longa Permanência eram muito precárias, abrigando idosos abandonados ou pobres, gerando um conceito ruim em relação a estas instituições, diziam ser “depósitos de velhos”. Somo de origem latina, muito emotivos, e culturalmente a família que cuida dos seus idosos. Mas este conceito de instituições e de cultura está mudando, junto com as mudanças da sociedade, e hoje temos Instituições de Longa Permanência de ótima qualidade e com oferta de serviços, muitas vezes melhores dos que teríamos na residência.

 Por que as família têm tanta dificuldade em tomar a decisão de colocar o idoso em um residencial?

Dr. João
Por questões culturais que expus acima, ficando um sentimento de culpa na família quando coloca a mãe ou o pai em uma Instituição de Longa Permanência. Muito parecido com a mãe que trabalha fora, e fica com sentimento de culpa de não estar 24 h com os filhos. O que importa no amor é a qualidade e não quantidade. Também comentado, a herança das instituições de antigamente, que não ofereciam nenhum conforto aos moradores.

5) Quando é o momento certo?

Dr. João
Não existe uma regra, mas as dicas acima, sobre os sinais que quando devemos pensar que o idoso não tem mais condições de ficar sozinho em sua residência, ajudam a responder esta pergunta. Toda vez que comece a existir risco à integridade física do idoso (quedas, uso inadequado da medicação, relaxamento com a higiene pessoal e da casa, riscos de incêndio, desaparecimento de coisas, etc.), a família deve iniciar o processo de procura de cuidadores ou alguma instituição.

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